Aquele jovem aventureiro, desbrava sua própria cidade, em busca do senso crítico. Onde ele terá se metido?
...o jovem entrou então em uma loja, perguntou ao vendedor onde poderia encontrar o Senso Crítico, o atendente em um sorriso petrificadamente amarelo foi chamar o gerente para sanar sua questão. Logo o responsável pelo estabelecimento compareceu, e disse que tinha sim, que inclusive poderia "fazê-lo" em 10 vezes sem juros no cartão da loja. Maria que estava ali perto ouviu a proposta interessadíssima e se dispôs a comprar, tem tantas artificialidades desnecessárias em sua casa, não poderia ficar de fora de mais um crediário.
Decepcionado, ele deixou o estabelecimento, esbarrou com um homem de terno, suas pastas caíram ao chão. O jovem pediu desculpas e ajudou-o a recolher. Assim que os objetos haviam sido recolhidos, perguntou-lhe pelo tal senso, o homem prontamente respondeu que não tinha tempo e saiu em disparada. Teria o tempo se tornado um bem numérico, acumulativo e escasso? Enfim, não era esse o objetivo de sua jornada.
Dirigiu-se então até a praça, onde havia uma roda de senhoras conversando. Educadamente pediu licença e lhes indagou. Dona Aurora respondeu, disse que o seu estava muito bem guardado com o padre da cidade, já Marlene disse que usa o do pastor enquanto Olímpia não sabia, mas tinha novidades quentíssimas sobre o Senso Comum.
Arriscadamente, o jovem foi até a 'quebrada' da cidade. Emanuel falou que não sabia, mas que por 500 mangos poderia encontrá-lo e sequestrá-lo. Já Carlos, todo desconfiado, disse que não importava, já que ele certamente era mais forte do que o dito cujo. Ruan estava fodendo pra isso, ele é o rei do pedaço, e estava acima desse tal de senso, morô? Enquanto Luís sabia, mas só dava informações mediante ajudinha$.
Cansado e não medindo mais a consequência de seus atos (tamanha era a sede por resposta), invadiu um espetáculo público em plena exibição. Questionou o ator em cena e obteve um "Penso logo desisto". A plateia em risos aplaudiu de pé, o jovem aos prantos caiu sentado, desmaiou. Só se recuperou mais tarde, com a ajuda de seus velhos e bons amigos, os livros.
Sobre a praça e a 'quebrada', percebeu que mulheres estão presas mais em ausência de senso crítico num âmbito emocional enquanto homens tendiam a se prenderem em uma ausência de senso crítico num âmbito mais material. Mas não estaria nosso jovem, também preso a estereótipos?
Foi uma jornada desgastante, para no fim de tudo concluir o que todos sabem, ou que pelo menos deveriam saber: ele só sabe, que nada sabe.
Opa, legal que gostou da resenha! Achei bem interessante também.
Abs