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  1. Acalma minini

    terça-feira, 24 de abril de 2012

    É.                                            

    Gosto  dela.

    A calma.

    Não  sei  se  é  bom  sinal.

    A  calma.

    É  boa.

    É.

    Os  momentos  de  calma.

    Não  pensar  no  próximo  passo.

    Não  pensar.

    Pensar  sim.

    Pensar  devagar.

    À  calma  entrega-se.

    Não   quem  force  a  calma.

    À  calma  entrega-se.

    Ela  escolhe  seus  eleitos.

    Não  sei  da  liberdade  dos  eleitos.

     quem  a  recuse?

     motivos  a  recusa-la?

     meios  a  recusa-la?

    Não  sei.

    Ela  me  tem  agora.

    Agora.

     o  agora  tem  na  calma.

    A  calma.

    Que  ela  me  tenha  sempre.

    ACABOU.

    Tive vontade de ter calma. E ela não gosta disso.

    Agora espero sua próxima visita.  Ahh vou sofrer a espera! Quando virá?

    Não sei.

    Pode  ser  quando  ela  quiser.

    Se  ela  quiser.

    Não me importo.

    Se não vier, tudo bem.

    Ficarei bem sem tê-la aqui.

    MENTIRA

    Tentava eu enganar a calma. A ela não se engana. Não se força. Não se manipula.

    À calma entrega-se. Quero entregar-me.

    Monto uma armadilha pra pegar calma. Não é tão difícil.

    Na verdade não é difícil.

    Arma-se a armadilha.

    Finge-se já estar com a calma.

    A calma.

    E ela vem de mansinho.

    A calma.

    A calma vem calma.

    Entra debaixo da arapuca.

    E lá dentro agracia com sua presença.

    Não antes de a ansiedade ativar as alavancas e prende a calma pra sempre ali.

    FALHA.

    Caem as grades sobre a calma e ela já não existe ali. Some!! Onde!?

    Lugar qualquer longe de mim.

    Foi ela a própria calma quem calmamente planejou essa tortura chinesa!!!!!  Só pode ser!

    Passou seu calmo tempo, que dura mais que os outros tempos,  planejando minha inquietação eterna.

    Foi ela que veio a mim dar seu abraço, e enquanto eu a abraçava de volta reconhecendo sua presença em minha vida, ela moldava minha felicidade ao seu formato, viciava minha felicidade à sua companhia.

    E quando se foi, achei minha felicidade a exigir a calma.

    E como ter a calma necessitando da calma.

     Porque quando se necessita de algo para a felicidade quem sai à procura é a ansiedade.

    E essa, quando passa na rua, ao ver a calma, vira a cara.

    A calma é calma. Ninguém a disse ser boa. Planejara tudo isso pra mim.

    Agora a felicidade não me deixa abandonar a ansiedade, que é quem procura as coisas por ela, mas nessa procura não procura não.

    E a felicidade já não me abraça mais.


    Quem disse que a calma é boa?
    A calma acalma.
    Só.
    Só a bondade é boa.
    Só.
    Sozinha, ela.

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